A Comunicação e o Amor

Fico impressionada com a dor e o sofrimento provocados pela falha na comunicação entre pessoas que se querem bem.

Sofrimento em decorrência de quebra nas relações familiares, nas de amizade e nas de parceria romântica. Sofrimentos que vão minando a relação e roubando a energia vibrante, leve e feliz até que ela desapareça sendo substituída por outra energia triste e sombria.

A falha na comunicação pode se dar por uma diversidade de motivos: orgulho, baixa-estima, vaidade e competição, entre outras.

A falha na comunicação pode se dar por se haver tirado conclusões, ao invés de perguntar. Ela pode ocorrer pela falta de confiança, quando a descrença nas respostas já se instalou.

As relações amorosas, pelo seu caráter significativo para as pessoas envolvidas, são um solo fértil para fazer retornar lá do fundo da nossa inconsciência sentimentos evocados pela suscetibilidade emocional que permeia as pessoas envolvidas na relação. Sentimentos primários, intensos, infantis surgindo em determinadas situações que as evocam.

Se a comunicação entre as pessoas não for boa e se não houver investimentos em procurar compreender-se a si mesmo na caminhada da vida, as relações rumam para a frustração, a dor e o término.

Eu acredito que a melhor maneira de proteger uma relação é com a comunicação que se estabelece com amor e respeito. Soltar a voz e confiar em nós mesmos e no parceiro. Confiar em nossa capacidade de ser o agente da nossa própria felicidade, sem demandar isso da outra pessoa. Enfrentar seus medos e não se render a dependência do outro.Se cada um dos parceiros faz investimento na cura de suas dores emocionais e oferece ao outro amor e respeito, os resultados são incríveis! Se os dois são testemunhas dos processos um do outro e os apoiam, não há como mensurar o valor disso.

Apoiar não significa entrar na mesma energia sempre, mas conseguir manter-se em equilíbrio quando o outro precisa do seu tempo e espaço. Quando a energia de um ou de outro está investida numa reflexão particular, não tirar conclusões, apenas aguardar em amor que ele se junte novamente a você.

Termino com um trecho do livro, O Domínio do Amor, de Don Miguel Ruiz que trata de algo em que eu acredito: “Se você e seu parceiro forem servos do amor, as possibilidades são infinitas. Um dia, você estará ao lado de seu parceiro sem sentimento de culpa, sem remorso, raiva ou tristeza. Tudo se torna maravilhoso, quando conseguimos nos abrir completamente, dispostos apenas a compartilhar, a servir, a dar nosso amor sem reservas.     Quando duas pessoas decidem formar um par, quando se escolheram e se amam, estão ali para servir amor um ao outro. Em cada beijo, em cada toque, um sente que está ali para dar felicidade ao outro, sem esperar nada em troca. Isso tem mais a ver com companheirismo do que com sexo. Mas o sexo também se torna maravilhoso, algo completamente diferente. Transforma-se em uma comunhão, uma entrega completa, uma dança, uma arte, uma suprema expressão de beleza.”

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