As três grandes dores: Abandono, Rejeição e Humilhação II

Eu fui positivamente surpreendida com mais de uma centena de compartilhamentos nas redes sociais, até onde pude constatar, do texto sobre o tema: abandono, rejeição e humilhação. Eu pedi aos meus amigos e seguidores que compartilhassem e fui generosamente atendida. Minha intenção era contribuir com uma palavra real de estímulo através de algumas orientações que seguramente levam ao rompimento de uma dinâmica perversa.

Eu recebi algumas mensagens de pessoas compartilhando suas dores e dizendo de suas dificuldades em buscar um psicanalista ou qualquer outro tipo de psicoterapeuta e pedindo orientação para suas questões pessoais vinculadas a esta submissão aos abusos dentro de um relacionamento amoroso que culminaram com o abandono ou com a percepção da pessoa abusada de que precisava se afastar, mesmo que esse afastamento doesse tanto quanto permanecer numa relação disfuncional.

Tratar pessoalmente cada caso por e-mail é inviável. Então, resolvi contribuir com as pessoas, além da manifestação da minha solidariedade e de dar atenção a cada mensagem, com um novo texto onde vou orientar a partir da apresentação de um perfil padrão de quem se submete recorrentemente a relacionamentos que remetem aqueles sentimentos de abandono, rejeição e humilhação.

Veja, vou descrever um padrão, uma imagem que seja esclarecedora das motivações para submeter-se. Não quer dizer que seja o seu caso, apenas receba o que fizer sentido para você ou que você sinta que em determinado grau reconhece as características em você.  São elas:

  • Autoestima muito baixa;
  • Sentimento de inferioridade;
  • Sentimento de não merecimento;
  • Sentimento de medo, de vários tipos e principalmente da desaprovação ou de não aceitação;
  • Facilidade em desqualificar-se;
  • Julgar todos os outros superiores a si.

Esses sentimentos, muitas vezes, ficam ao nível do inconsciente, porém, em alguma medida numa fase da vida são perceptíveis a consciência, mas é tão doloroso perceber, que se procura não dar atenção a isso. Em geral, não se guarda claramente a causa, como foi originada internamente a falta de valor pessoal, mas ela ficou impressa na emoção da pessoa e, provavelmente surgiu em situações da infância. Entretanto, elas não se devem exclusivamente ao primeiro núcleo familiar, podem ter surgido em situações com parentes e no núcleo escolar. Pode ter havido também fatos marcantes na adolescência que reforçaram ou mesmo foram geradores dessa forma de perceber-se.

Instalados esses sentimentos, que se tornaram uma crença no interior de quem os tem, eles serão revividos, reatualizados em situações que mostrem a pessoa o quanto eles são verdadeiros. Ou seja, a mente irá sempre procurar validar as crenças de ausência de valor pessoal.

Como há esse movimento de validar as crenças que se tem, encontros com pessoas que potencialmente podem atualizar essas crenças acontecem. E qual a dinâmica que facilita isso?

A pessoa que tem uma visão frágil de si, vai colocar o outro num pedestal, mesmo inconscientemente, num lugar de superioridade em relação a si. Vai ignorar os defeitos e as fragilidades dela, vai dar ao que ela diz um valor inquestionável, vai superestimá-la, vai justificá-la sempre, vai submeter-se ao que ela quiser, vai aceitar qualquer migalha de afeto e  de atenção e situações humilhantes, por vezes. Se você se percebeu em algum grau no padrão citado, calma!

Não se culpe! Não fique buscando onde foi que você errou, nem se criticando por falhas que acha que tem, buscando defeitos em você, isso não ajuda em nada e não mobiliza uma grama para solução do problema. Você não tem culpa! O outro também não. Todos nós estamos aqui fazendo nossa jornada, querendo ser felizes, querendo contribuir com a felicidade dos outros como podemos. Estamos aqui para manifestar o divino em nós e para isso precisamos recuperar o contato com a nossa essência, QUE É DIVINA. Só que até lá, precisamos retirar as CAMADAS de tantas coisas atravessadas que chegaram até nós e vencer os mecanismos de defesa que desenvolvemos para dar conta do mundo que percebemos, desde nossa chegada ao planeta.

Pare de justificar o outro! Essa é uma tendência natural de quem se sente inferior aos demais.

Houve um encontro, parecia especial, seguramente teve algo de bom, em algum momento ele foi doloroso, em determinado ponto ele acabou. Outra recomendação importante: ACABOU. Decida cuidar dos seus pensamentos e sentimentos para não alimentar a esperança de uma volta, com a mágica descoberta do outro de que ama você e que serão felizes como você achava que seriam desde que iniciaram a relação, e você achava que poderiam superar todos os obstáculos que porventura acontecessem e que aprenderiam mutuamente a cuidar daquela relação pela vida a fora.

Se as coisas estão como estão, isso acontecer seria muito ruim para você porque o que aconteceria era que seu olhar continuaria turvo, com dificuldade de ver as coisas como são e lhe aprisionaria em situações que iriam continuar se repetindo e mantendo você prisioneiro(a) da atualização dos sentimentos de dor. Na distância, a pessoa que se vê inferior, procura idealizar ainda mais o outro, pela falta que sente. Evite esse engano. Aproveite o momento para clarear sua mente e desanuviar seu olhar. Não precisa desqualificar o outro para sentir-se melhor, isso até acontece e, tudo bem, como um recurso para substituir dor por raiva, mas isso não funciona por muito tempo. Procure apenas parar de justificar as atitudes do outro que te incomodavam e aquelas que doíam e enxergá-las sem tentar minimizá-las.

Lembra-se da declaração de “BASTA!” do texto anterior? É isso, aproveite este momento de dor extrema e declare o “BASTA!”. Se não leu o texto anterior eu quero sugerir que o faça clicando no link https://goo.gl/ZPRLhi

Sugeri terapia e processos de autoconhecimento para curar as feridas antigas porque elas são o ponto central. Identificar a origem das dores, confrontá-las e dar um novo sentido a elas através da compreensão da formação dessas “feridas narcísicas”. Se essa expressão não lhe é familiar não tem nenhuma importância. O importante é que você entenda que a dor em si não é atual ela é antiga, você já convive com ela, ela ficava guardada no seu inconsciente para não manter você em contato o tempo todo com ela, seria doloroso demais. Ela é uma dor que ficou impressa em outros episódios bem antigos. O que o outro, na sua relação de vocês fez, foi promover o disparo de gatilhos que lhe colocaram em contato com ela. E como trata-se de dores que ficaram acumuladas, elas em algum momento iriam transbordar. Nesse transbordar é que a angústia se apresenta dilacerante e é hora de você tomar uma decisão sobre sua saúde emocional e promover a cura das suas feridas. Leia o texto Supere a Angústia clicando no link https://goo.gl/LojpBN

Você pode fazer isso! Deseje essa cura, declare que a deseja! Se esta for uma declaração SENTIDA mais que elaborada intelectualmente, sua vibração energética muda e vão surgir possibilidades que vão apoiar o seu desejo. Você vai encontrar a ajuda de que precisa, ela chegará a você de algum modo.

Saiba que a dor vai passar!  Vai dar tudo certo! Eu realmente acredito nisso.  Não desanime, não ceda a voltar ao padrão de não merecimento de coisas boas, de amor, de respeito e de sucesso. Recuperar sua autoestima vai te colocar na condição de expressar o que você sente e pensa sem o medo de que o outro deixe de amar você, de que ele vá embora, de que ele se  ofenda. As divergências poderão ser discutidas e não encobertas. As relações ficarão muito melhores para todos e você poderá alcançar todos os seus objetivos porque sentirá que é merecedor(a) disso tanto quanto os demais.  Se ser quem você é for obstáculo para alguém amá-lo, então, não há sentido na relação em qualquer nível. Finalizando, eu sugiro que você leia um texto chamado Redescobrindo a sua Dignidade no link https://goo.gl/AzcyS7. Conte comigo nos espaços gratuitos aqui na Rede e, se desejar, nos atendimentos pessoais como psicoterapeuta e coach. Além desse Blog, disponibilizo para você meu apoio nos processos de desenvolvimento pessoal e saúde emocional através da minha Fanpage, no Canal do Youtube, no Instagran e no Twitter. Procure pelo meu nome.

Nos encontramos num desses meios de comunicação. Até breve!

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

div#stuning-header .dfd-stuning-header-bg-container {background-image: url(http://ednacassiano.com.br/wp-content/uploads/2016/12/woman.jpg);background-size: cover;background-position: center center;background-attachment: scroll;background-repeat: no-repeat;}#stuning-header div.page-title-inner {min-height: 550px;}