Diferença entre Gastar e Investir

Para alguns, pode parecer que gastar e investir são sinônimos, pois em ambos os casos trocamos dinheiro por algo.

Já outros podem achar que gastar é ruim e investir é bom, mas não sabem como administrar cada situação.

Antes de explicar a diferença entre esses termos, é essencial entender o que são ativos e o que são passivos.

Ativo é algo que possui valor intrínseco, onde seu valor aumenta ao longo do tempo e ainda gera fluxo de caixa. Em outras palavras, trata-se de um bem que se valoriza e que, muitas vezes, fornece uma renda mensal.

Como exemplo de um ativo, podemos pensar num imóvel comprado com intuito de alugar. Além da valorização do imóvel com o passar do tempo, você recebe uma renda mensal referente ao aluguel.

Já o passivo é algo que possui pouco valor intrínseco, pois seu valor diminui ao longo do tempo e, via de regra, consome seu dinheiro, energia e tempo.

Um exemplo bem comum é o automóvel. Assim que sai da concessionária, já sofre desvalorização. Além disso, gera altas despesas mensais (combustível, manutenção, impostos, seguro…) e ainda consome seu tempo durante as manutenções e energia, quando dá algum problema, além de consumir mais dinheiro.

Agora que nivelamos a diferença entre ativo e passivo, fica fácil entender a diferença entre gastar e investir.

De uma maneira bem simples, seria essa:

  • Gastamos dinheiro quando compramos passivos;
  • Investimos dinheiro quando compramos ativos.

Por essa razão, investir é contraintuitivo, porque queremos usar nosso dinheiro em algo que gere recompensas IMEDIATAS. Quem nos dá isso são os passivos. Você quer algo agora, então, capta dinheiro por empréstimos para financiar seu desejo e fica pagando o valor que tomou emprestado mais os juros por um longo tempo. Por vezes, até um tempo maior do que aquilo que comprou vai durar.

Desejos todos nós temos muitos, bem mais que as necessidades. Desejos são ilimitados.

Para uma boa gestão financeira é preciso diferenciar Necessidades e Desejos.

O consumismo é uma expressão que não existia há 100 anos. Comprávamos apenas o que tínhamos necessidade. Hoje não é mais assim.

Compramos para satisfazer nossos desejos, para “desestressar” ou mesmo para demonstrar status social.

Ao mudar sua mentalidade para buscar apenas o que precisa, você passa a ser mais disciplinado, gerencia melhor suas emoções (desvinculando-as do dinheiro), constrói novos hábitos financeiros e sente-se mais fortalecido.

O mais interessante é que não há como definir, em linhas gerais, o que é necessidade e o que é desejo para cada indivíduo, pois isso depende do estilo de vida que cada um busca.

Por outro lado, eu acredito sinceramente que cada um de nós possui um “termômetro interno” que define nossas necessidades e nossos desejos. E define também, e principalmente, nossa prosperidade financeira.

Os desejos crescem livremente no coração das pessoas, eles são ilimitados. E aqueles desejos que cada um pode satisfazer pode se reduzir a um punhado apenas. Examine cuidadosamente seu modo habitual de viver, você se defrontará com gastos que podem ser tranquilamente eliminados ou reduzidos. Faça um orçamento e o encare como aliado e não como algo a que você fica submetido. O propósito dele é ajudar a cuidar de você, da sua família, reservando dinheiro para benefícios futuros de curto, médio e longo prazo. Faça um orçamento de suas despesas de modo que você possa ter dinheiro para pagar pelo que é necessário e também desfrutar do resultado do seu trabalho.

Eu quero recapitular com você o que nós tratamos no últimos vídeos.

Falamos sobre liberdade financeira, educação financeira e amadurecimento financeiro.

Vimos também que você não tem culpa por não entender sobre dinheiro e riqueza, mas é sua responsabilidade descobrir como aprender sobre dinheiro e riqueza e mudar sua mente e seu comportamento.

(Por sinal, é isto que você está fazendo ao assistir esses vídeos, parabéns por isso!)

Por fim, discutimos sobre a diferença entre gastar e investir e a diferença entre necessidades e desejos.

Se você quiser ir além e colocar em prática o que falamos, eu te proponho o seguinte.

Pense: O que você realmente precisa comprar? Que tal fazer uma lista? e Que tal fazer essas perguntas antes de partir para a compra de cada item.

  1. Eu quero comprar esse item? Porque eu quero esse item? E essa resposta precisa ser muito clara, encontre sua real motivação.
  2. Qual diferença esse produto vai fazer na minha vida? Que impacto ele terá na minha vida? Quais os benefícios que ele me traz?
  3. É importante esse produto para mim? Por que? O que acontece se eu não comprar? Quais as consequências?
  4. Eu posso comprar esse item ou produto? Eu tenho dinheiro para isso? E se você tem o dinheiro pergunte:
  5. Ele vai fazer falta? O dinheiro que eu vou usar se fosse aplicado seria mais útil para mim no médio ou longo prazo?
  6. Se você vai comprar a prazo, pergunte: quanto custa antecipar sua compra? Quanto de juros você vai pagar, por qual o valor que aquele bem vai ser adquirido ao final? Ele vale tudo isso? Você está disposto a colocar tanto dinheiro em pagamento de juros?
  7. E, última pergunta: eu vivo sem isso?

Tudo bem, você pode pensar: Edna se eu for fazer essas perguntas para tudo que eu for comprar não compro mais nada. Calma! Em algum momento você vai precisar de verdade de um novo sapato, de uma camisa, de um computador, trocar seu carro. E, nessa hora, vai chegar a conclusão de comprar. Mas as perguntas vão te dar a chance de em alguns segundos deixar passar pelo impulso de comprar e identificar o que está fazendo com seu dinheiro.

Você vai aprender a utilizar seu dinheiro com um propósito, a viver sua vida com propósito e isso é muito importante. O exercício é uma sugestão apenas.

Fique bem e eu te vejo no próximo texto.

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