Eu estou sofrendo por amor. Será? – Parte II

A melhor maneira de curar o sofrimento é curar-se dos sentimentos de abandono, decepção, fracasso, rejeição e outros sentimentos que emergem na separação. É preciso tratar essas marcas impressas na emoção da criança interior e de outras que as possam ter sido reforços ao longo da vida.

(Para ler a primeira parte do texto, clique aqui!)

Será preciso limpar o histórico emocional dos sofrimentos de relacionamentos anteriores, e os sentimentos de abandono e rejeição da infância que ficaram marcados na relação com os pais ou adultos significativos ou aqueles que talvez tenham exercido o papel de figuras parentais. Sentimentos do passado são a base principal da carência emocional que hoje alguém projeta nos seus relacionamentos.

Curar significa autoestima restaurada, paz interior e independência emocional. Amor não provoca sentimentos negativos em ninguém.

Se você ama alguém, mesmo quando se for, esse amor pode permanecer e se transformar num amor de outro tipo. Pode-se até mesmo nem sentir a necessidade de apagá-lo, esquecê-lo, riscá-lo da sua vida. Ele será um registro da sua história, desapegado de emoções. Talvez fiquem  algumas boas lembranças.

Curar os sentimentos negativos de rejeição e abandono vai deixar a pessoa em paz, vai acabar com a dependência emocional e com os profundos apegos.

Como se faz isso? Com o desejo de fazer e com a ajuda de pessoas capacitadas para ajudar. Tem coisas em nós que por não nos sentirmos capazes de enfrentar a dor que causam, simplesmente não acessamos. Precisamos de quem nos acompanhe seguramente para atravessarmos os bloqueios que criamos. São várias as terapias e os processos de desenvolvimento pessoal que contribuem para alcançar a cura desses sentimentos. É um processo contínuo que vai sendo feito na medida em que, dado um passo, sedimentamos aquele aprendizado e nos decidimos a dar o próximo. Um passo de cada vez.  A vida vai se encarregar de ajustar a medida e o ritmo.

Nem todo mundo é tão seguro quanto quer aparentar ou gostaria de ser. A segurança interna pela valorização de si mesmo é um aprendizado gradativo e não tem nada a ver com vaidade e aparências. Ela é fruto da decisão simples e lúcida de não querer mais sofrer.

Como citei no início, diz-se que a dor é inevitável e o sofrimento é opcional. Lembre-se, não é o amor que nos faz sofrer é a nossa imaturidade emocional. Você não é culpado pela existência dela, ninguém é. A dor, uma vez que se apresenta, torna-se uma oportunidade para nos fazer avançar na construção da nossa maturidade emocional. Não sendo culpado das suas carências, isso também não precisa fazer de você uma vítima. O que importa é o que você vai fazer quando a dor se apresentar. A tristeza é natural, um tempo de recolhimento é justo, o choro também. Depois, é enxugar as lágrimas e seguir em frente. Se você estiver aberto e disposto, o melhor ainda está por vir, simplesmente porque você está se tornando a melhor versão de você a cada dia.

Sucesso!

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