Eu sei algo de bom sobre você

Estamos vivendo em um mundo muito confuso, muito agitado, muito desagregador. O mundo é o resultado do que nós, humanos, fazemos dele.

Logo, nós e as nossas relações é que estão envoltas nestes adjetivos. Confiança, lealdade, sinceridade são características que estão se perdendo.

As pessoas estão muito envolvidas em competições, aparência, vaidade e individualismo. Estão desconfiadas das intenções umas das outras. Alguns muito orgulhosos para reconhecer virtudes nos outros, outros feridos o suficiente para não acreditar em palavras boas sobre si que sejam desinteressadas. É uma pena que seja assim!

A fala é instrumento para expressão. Fala é comunhão. Ela revela o ser humano, cria, denuncia e expressa a criatividade. A criação se manifestou pela fala. A fala e a escuta desta fala são instrumentos básicos de comunicação. Porém, se desejarmos ir além da superficialidade, precisamos de percepção para entender a linguagem do corpo, dos gestos, das expressões.

Se desejamos relações que se mantenham ao longo do tempo precisamos assumir a tarefa de colocar nossos recursos à disposição do outro. Exercitar a capacidade de focar o que há de bom para ampliar e contagiar.

É uma tendência humana enxergar rapidamente o que se acredita desarmonioso, desconforme, desprovido de valor, ao menos na visão do observador, criando rótulos para os outros.

Será tão bom na nossa caminhada pela vida ver no outro mais que apenas um ponto negativo. Não que seja necessário negá-lo quando existe, ainda sob a ótica do observador, mas será útil desenvolver em nós a percepção do todo. Inclusive, em relação a nós mesmos, o que na verdade é pré-requisito indispensável para sermos capazes de ver o outro de forma saudável.

Muitas vezes, até reconhecemos características boas nas pessoas, mas quantas vezes estamos dispostos a dizer: “Eu sei algo de bom sobre você”? Talvez neste reconhecimento, as virtudes se ampliassem. Nós gostamos de saber que temos virtudes, mas também é bom saber que mais alguém sabe. Por isso, não se acanhe em dizer.

Li um texto adaptado pelo Dr. Enoque Guimarães que tem o título que adotei para este texto. Diz: “esse velho mundo seria bom e agradável se cada aperto de mão quente e verdadeiro levasse com ele essa informação: “Eu sei algo de bom sobre você.”

Seria mais gostosa a vida se nós louvássemos sempre o bem que vemos, pois há muita bondade escondida no pior de você e de mim. Então, vamos praticar aquele bom modo de pensar assim: Eu sei algo de bom sobre você! Você sabe algo de bom sobre mim?”.

Não sabemos tudo, sequer de nós mesmos. Neste caso, podemos nos surpreender duplamente ao ouvir o que os outros têm a dizer. Se estivermos abertos, estaremos constantemente adquirindo novos aprendizados que se apresentarão de tantas e tantas e tantas formas diferentes. É o que faz da vida uma aventura. É o que mantém em nós a excitação em relação ao desconhecido que está prestes a se revelar. Aproveite todos os encontros! Cresça, influencie, deixe-se influenciar pelo que tem brilho, cor, energia e amor.

É verdade que neste nosso mundo, dizer algo de bom sobre alguém pode despertar nele desconfiança sobre nós, sobre nossa intenção. Talvez porque nem ele sabe o que tem de bom em si. Mas não vamos desistir de exaltar o bem. Sempre que for verdadeiro, não deixe de dizer: “Eu sei algo de bom sobre você!”.

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