Não valide tudo que dizem sobre você, seja quem for

Um dia uma pessoa a quem eu conferia muita autoridade me qualificou de “super sensível”. Na verdade, apesar da boa intenção que eu acredito que existia, foi uma desqualificação. Como eu atribuía um valor muito grande a maneira dela pensar sobre as coisas, que se diferenciava em alguns aspectos da minha maneira, fiquei pensando a respeito e decidi que queria mudar aquilo em mim. Não queria que as pessoas tivessem que “pisar em ovos” para falar abertamente comigo, que tivessem que tomar tanto cuidado, como me dava impressão de ser o que ela estava me dizendo.

Então, aceitei TOTALMENTE o feedback e fui estudar e ver de que forma poderia me desenvolver para não ser tão “super sensível”.  Esse processo teve uma coisa bacana, me deparei com o livro de Don Miguel Ruiz chamado Os Quatro Compromissos e aprendi coisas tão importantes que passei a ensinar por onde passo. Eu me comprometi a ser impecável com minha palavra, entender que nada é pessoal, a não tirar conclusões e a dar sempre meu melhor. Meu compromisso é de exercitar a observação sobre mim mesma e cuidar quando meus pensamentos não estiverem coerentes com esses compromissos, voltando a observá-los. Acredito que é um exercício para vida, estou continuamente me exercitando e ganhei mais liberdade emocional, o que trouxe mais qualidade de vida para a minha existência.

De fato, com os conhecimentos que eu busquei e adquiri entendi que o feedback fazia sentido porque eu era muito sensível a críticas e opinião dos outros sobre mim, apenas eu não precisava tê-lo aceito totalmente porque estava acreditando que precisava me tornar mais fria e mais rígida, abrindo mão da minha sensibilidade para não sofrer e ser mais valorizada.

O que eu percebi no processo foi que precisava aprender a cuidar da minha sensibilidade e aprender sobre minhas percepções das figuras de autoridade nos tempos mais remotos da minha vida. O fato é que passei a usar minha sensibilidade muito mais a meu favor e reconhecer valor nela, ao invés de considerá-la uma fraqueza. Por ser sensível eu amo poesia, por ser sensível me emociono com a beleza, por ser sensível amo a natureza, por ser sensível o invisível me atrai e tenho uma relação difícil de explicar com coisas que eu simplesmente sei sem que ninguém me diga. Minha sensibilidade aguça minha intuição e, eventualmente, me sinaliza quando alguém precisa de orações, de apoio, de algo que eu possa fazer, mesmo que não esteja convivendo comigo.

Por ser sensível sou uma mãe coruja e acredito que vou ser uma avó na mesma linha, costumo cuidar das pessoas que eu amo. Uma amiga fez meu mapa astral e me deu uma explicação astrológica para isso, eu fiquei feliz! Por ser sensível eu amo plenamente, não sei contar gotas e nem pretendo aprender. Por ser sensível eu me entrego e continuo acreditando em amor que não se esconde ou esconde o outro. Por ser sensível penso que minhas habilidades e talentos cognitivos ganharam mais valor.

Por ser sensível meu trabalho como psicoterapeuta, coach e trainer vem se aperfeiçoamento cada vez mais. Há mais empatia, mais capacidade de me conectar com outra alma, mais facilidade de fazer uma leitura de alma profunda, respeitosa e serena de quem confia sua jornada de crescimento pessoal a minha companhia e orientação.  Se isso é pouco, muito, super, de verdade, não me importa. É o que é. Faço o meu melhor.

Aprendizados:

  • Fiquei um tempo brigando com uma característica minha, resistindo a minha própria essência porque alguém considerou um aspecto dela excessiva. Opiniões partem sempre de uma referência pessoal, tem a ver com as distinções da pessoa e daquilo que ela valoriza. Não tome opiniões como verdades, seja quem for que a expressar. Relativize sempre!
  • Seja qual for o tipo de feedback, se você não o tomar como pessoal, pode ser que aproveite ao menos 1%. Se 99% do que a pessoa disser for bobagem e se tiver 1% que você possa utilizar a seu favor, isto pode ser aquele trechinho da milha que você vinha percorrendo que vai fazer você chegar ao seu objetivo e ir ainda mais longe.
  • Aprendi, graças a terapia, que cada um de nós na vida adulta precisa ser AUTORIDADE sobre a própria vida, por mais sábio que alguém seja ou pareça ser nunca estará na sua própria pele. Nós todos temos em nós uma sabedoria que vamos aprendendo a acessar. Aprendi que será útil e importante desenvolver uma maneira de lidar mais assertivamente com pessoas que expressam frieza e rigidez de pensamento e comportamento. Aquelas que tem muitas certezas sobre tudo. Confrontar sem medo de magoar e com respeito. Então, vem mais aprendizados por aí, porque estou disposta a aprender.
  • Encerrando, não sofra e nem se esgote por causa dos feedbacks. Em geral, os que “pegam” a gente são os oferecidos por aqueles a quem conferimos AUTORIDADE. Seja sua maior autoridade. Relativize TODOS os feedbacks e NÃO IGNORE completamente nenhum, não antes de fazer um distanciamento e analisar a validade dele e se pode contribuir para o seu crescimento em alguma medida.

Te desejo Sucesso!

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