Os Sinais do Universo, será que você está interpretando corretamente?

Aí você pensa: “quero um sinal de que devo namorar esse cara”, “quero um sinal de que devo comprar esse perfume”, “quero um sinal de que devo entrar nesse negócio”.

Acho super legal essas coisas que transcendem a nossa capacidade intelectual, o contato com o que não é visível a olhos nus, mas perceptível em sua existência e imaterialidade.

Eu quero te dar uma perspectiva sobre sinais do universo, que talvez você não tenha, como eu também não tinha, mas aprendi.

Uma coisa que é bom reforçar é que o Universo, sempre trabalha a nosso favor. Sempre! De que maneira?

Tudo que vivemos no agora, é um resultado. Resultado de ações, que foram motivadas por emoções. Nós costumamos sempre achar que o contexto externo é que gera diretamente nossas emoções, tipo: estou triste porque não estou namorando, estou sem dinheiro por causa da crise econômica, estou com raiva porque fulano me desconsiderou, etc. As coisas são um pouquinho diferentes.

O contexto externo tem influência sobre nós, entretanto, a forma como cada um vê e percebe o contexto externo é individual. Quem está imediatamente antes das emoções são os pensamentos que alimentamos.

E, nossos pensamentos são resultado da interpretação do que vimos, ouvimos e sentimos ao longo da nossa história. Eles se configuram no que chamamos nossa MENTALIDADE. Ela é constituída na primeira fase da nossa vida, ainda na infância. Até os 12 anos estamos ainda sendo influenciados pelo núcleo familiar, escola, igreja, nossos vizinhos, a TV, livros e músicas. As influências continuam pela vida a fora, a diferença é que na primeira infância não temos filtro para as informações que recebemos e nem as elaboramos, apenas as sentimos, as interpretamos e elas ficam impressas em nós dessa forma crua. Configurada a mentalidade, então nossos pensamentos serão influenciados por ela. Ela define nossa visão do mundo. As coisas que acreditamos a partir da repetição de coisas vistas, ouvidas e sentidas se tornam verdades ABSOLUTAS. Nossa autoimagem foi definida lá atrás com aquelas referências. Traumas que tenham nos abalado, podem ter sido determinantes para impressão de crenças sobre nós e sobre o mundo que percebemos.

Dito isso, quero te dar outra informação. Nosso cérebro trabalha a partir daquilo em que colocamos foco. Exemplo: você quer trocar de carro e está namorando um determinado modelo. Você o escolheu. O que acontece em seguida? Você tem a impressão de que as ruas estão cheias daquele modelo de carro, de repente, você o vê com frequência por onde anda. Você engravida e de repente se dá conta de quantas mulheres também estão gravidas. Você as vê frequentemente e a bebês também. O que aconteceu? Seu cérebro está vendo a vida com o filtro da informação de que você gosta e pretende comprar aquele carro ou do fato de ver-se rodeada por pessoas que estão vivenciando um momento parecido com o seu  Ele vai selecionar as aparições para você, porque sabe que é do seu interesse.

Chegamos no que eu quero te contar. Vou fazer isso com mais um exemplo: uma pessoa tem muito medo de amar, de se entregar ao amor numa relação a dois e vir a sofrer. Ela pode ter internalizado muito precocemente decepções no amor. No seu núcleo familiar, pode ter tido traumas relacionados a abandono e rejeição, por exemplo. Pode se considerar incapaz de amar e ser amada. Essas coisas existem lá dentro dela, num lugar do cérebro que ela não acessa conscientemente. Sendo adulta, ela elaborou um discurso para si mesma do porque não quer se relacionar num formato de casal, numa relação amorosa. Diz a se mesma que quer ser livre, não quer ser controlada, relações amorosas são ilusões, etc. Um dia essa pessoa se apaixona, sente que é amada, sente que alguém quer com toda sinceridade vê-la feliz, contribuir com sua felicidade, participar da sua vida, agregar momentos de comunhão íntima e compartilhamento.

Ela inicialmente fica feliz, mas essa relação a tira da zona de conforto, desafia suas  crenças sobre liberdade, individualidade, o medo de vir a sofrer toma conta dela.

Aí, ela pede um sinal ao Universo se deve ou não seguir naquela relação. O pedido, já é uma meia resposta. As crenças são autorealizaveis. O que você acha que vai acontecer? Veja, ela resgata todos os seus medos, ela vibra na frequência do medo, sua mentalidade que interpreta o contexto externo lhe diz que aquilo não tem como dar certo. Sua emoção está imersa na negatividade. Seguramente, vai acontecer algo negativo que será interpretado como a resposta do Universo, que a levará a tomar a ação de romper o relacionamento, tendo como resultado: uma pessoa infeliz, a que a amava e estava cheia de desejo de construir um relacionamento bonito e baseado em valores legais, uma pessoa aliviada por não ter de lidar com tanto medo e por poder voltar a sua zona de conforto e uma história que não aconteceu por completo, mal havia começado.

A resposta que nossa amiga do exemplo teve, foi coerente com suas convicções. Foi exatamente o que ela desejava, e que o seu sistema de crenças previa. Ela entende que o Universo trabalhou a seu favor. Num sistema de crenças diferente a resposta seria coerente com aquele outro sistema específico. Entende?

O que muitos chamam de sinais e respostas do universo, em geral, são apenas o sistema de crenças de cada pessoa atuando como sua configuração mental permite, gerando uma frequência energética compatível como esse sistema.

Para receber uma resposta do Universo, que é sempre sábia, precisamos nos distanciar do nosso sistema o suficiente para encontrar um espaço de neutralidade emocional, de distanciamento das nossas referências anteriores e estar abertos ao que “ouviremos” como resposta. Não é muito frequente isso acontecer porque muitos de nós não sabemos como fazer isso. Vai exigir conhecimento e acima de tudo, TREINO. Mas é perfeitamente possível.

Então, se não tem esse treino, ao invés de excluir-se da responsabilidade por suas próprias decisões, jogando a responsabilidade para o universo, aceite o que está sentindo. Observe este sentimento e faça perguntas a você mesmo. O que sinto, de onde vem esse sentimento, ele diz respeito a um padrão em situações parecidas? Se for algo que diz respeito a outra pessoa, diga exatamente o que sente e ouça o que ela tem a dizer. Se a percepção dela for muito diferente da sua, ótimo! Sinal de que é uma questão de crenças individuais e que podem encontrar um equilíbrio juntos, elaborar uma maneira de lidar com as dúvidas e diferenças. O universo não vai impedir isso, acredito que vai até ajudar no crescimento pessoal de ambos.

Isso faz sentido para você? Eu gostaria muito de conhecer sua opinião.

Grande beijo!

 

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