Qual o Sentido da Vida?

Qual é o objetivo geral da vida? Você já pensou nisso? Por que você existe, qual o objetivo do ser humano em si, no mundo? Será que existe um objetivo? Qual o propósito maior da existência, não apenas da sua existência, mas do ser humano?

Primeiro quero dizer que vamos estar aqui pensando não em termos de uma autoajuda, mas naquilo que é consenso em várias linhas de estudos científicos. O que estaremos compartilhando aqui é a visão de muitos dos autores que tenho estudado, que compartilham conhecimentos científicos em diversas linhas de estudo.

O objetivo da presença de cada um de nós nesse contexto de tempo e espaço é desenvolver o nível de sua Consciência.

Todos começamos de um nível de consciência baixo e ela vai se desenvolvendo com a vida produzindo o nosso nível de satisfação, realização, gratificação. Quando falamos em realização e satisfação é muito comum fazer uma associação com o dinheiro. Muito frequentemente se pensa em felicidade vinculada a quantidade de dinheiro que se tem.

Não sejamos hipócritas em ignorar que fazer dinheiro, ter sucesso significativo nas finanças, é importante para se obter grandes realizações. Se pensarmos em Mahatma Ghandi e Madre Teresa de Calcutá, que são facilmente vinculados a uma imagem pessoal de pobreza, o que a história registra é que eles tiveram muito sucesso em envolver patrocinadores para as suas obras assistenciais e sua mensagem de amor que permitiram a disseminação de um olhar mais fraterno, empático e afetivo entre seres humanos. Seu sustento e o sustento de suas missões de vida, vinham desses patrocinadores que foram atraídos e sentiram afinidade com sua mensagem participando do projeto no apoio material a ele. Inúmeros outros exemplos estão a nossa disposição, e é isso, grandes realizações envolvem sempre muitas pessoas de diversas formas diferentes, com diversos tipos de contribuição. O dinheiro é um facilitador importante para as grandes realizações.

Também sabemos que a realização financeira é importante como complemento para se chegar lá na frente e termos como resultado uma vida boa, vivida gradativamente em maior plenitude, uma vida onde se olha para traz e diz que valeu a pena. Isso não acontece pela quantidade de bens e volume em conta bancária. A gratificação vem pelo nível de desenvolvimento da nossa Consciência. O que veremos a seguir é a ampliação da nossa consciência nos faz desfrutar a vida de forma cada vez mais satisfatória para viver dignamente e sermos capazes de abençoar outras pessoas.

O nível de Consciência representa o grau de acuidade com que você percebe a realidade. Cada um de nós percebe o mundo de uma determinada forma. O objetivo pelo qual vivemos se relaciona com aumentar o nosso nível de consciência. É olhar para o mundo de uma maneira menos contaminada pelo contexto a volta e influenciada demais pela percepção dos outros.

Se você quer saber como está o seu grau de consciência. Olhe para a sua vida, observe e analise quanto de dor você traz para a sua realidade. Se você é uma pessoa que traz muitos problemas como os que envolvem: falta de dinheiro; medo; angustia; isolamento; dificuldade de lidar com os fatos considerados negativos que ocorrem na vida; problemas de relacionamentos; problemas recorrentes em quaisquer áreas; e, problemas profissionais; você está fixado numa realidade construída a partir de limitações e sentimentos de escassez.

Se você acredita que a realidade é construída pelo modelo mental que o indivíduo  desenvolve, o que estou dizendo não é novidade para você.

Se isso, parece estranho e não faz sentido, continue acompanhando a ideia, talvez encontre esse sentido mais à frente.

O escritor Jacob Petry conta uma história muito interessante para ilustrar essa ideia. A história ele ouviu do irmão. Ele diz que seu pai e irmão viviam no campo, tinham um sitio e criavam vacas leiteiras, entre outros animais. Numa noite de chuva forte as vacas conseguiram abrir um espaço no curral e saíram do curral. O pai e o irmão saíram em busca delas. Eles já estavam reparando o espaço aberto, recolocando as madeiras quando o pai perdeu o martelo. O pai tinha uma luzinha tênue originada de uma pequena lanterna, logo, o raio de iluminação era bem limitado e o pai ficava procurando o Martelo ali apenas naquela pequena área que a iluminação alcançava. O filho perguntou: “ Você tem certeza que perdeu o Martelo aí, nessa área?” Ao que o pai respondeu: “Não, perdi lá em cima, mas aqui é mais fácil de procurar.”

Até hoje ele diz não saber se foi um fato ou se o irmão criou essa anedota para brincar com o pai, o que ocorre é que muitas vezes você e muitos de nós, em algum momento, achamos mais fácil não sair de uma zono de conforto.

O que vem a seguir não é uma coisa fácil de aceitar, não foi isso que nos foi ensinado. Que a culpa de qualquer dos nossos sofrimentos são os outros, que tudo que nos desagrada e até o que agrada vem de agentes externos e que não temos responsabilidade alguma nisso. Mas, a realidade como a experimentamos, foi produzida por nós em função das crenças que desenvolvemos, dos pensamentos que alimentamos e mesmo que criamos. Como criamos os pensamentos, eles se tornam criaturas com as quais convivemos.

É mais fácil jogar o foco da pequena lanterna onde não vamos achar a origem das questões, apenas situações para justifica-las. Não procuramos onde o problema está, mas onde é mais fácil de achar responsáveis. É mais fácil culpar os outros ou o contexto externo do que nos responsabilizar por situações que criamos e usar a mesma capacidade de criação para resolve-las.

Ficamos todos, muito ou todo o tempo, lidando com essa ilusão. A maneira de perceber a realidade depende do nível de consciência. Como lido com pessoas difíceis? Como lido com meu passado? Como lido com as coisas sobre as quais não tenho controle?

Preciso dizer que o controle é mais uma grande ilusão. Não temos controle sobre o que está fora de nós. Se algum controle pode haver ele está no domínio dos nossos pensamentos. Na observação deles e na escolha daqueles pensamentos que queremos alimentar, focar, desenvolver.

A ampliação da consciência começa quando nos tornamos mais atentos sobre o que pensamos. Sempre me ajuda estar alerta sobre isso a famosa frase de Jean Paul Sartre: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”.

Vamos para uma questão prática. Quando você não sabe para onde ir, não sabe o que fazer, não reconhece seus talentos e habilidades, não sabe o que precisa desenvolver, desiste do que começa, se mantém onde não deseja por medo de mudar, não vê uma luz no fim do túneo, você precisa sair do raio de ação da pequena lanterna. Precisa ir, mesmo que tateando, e permitir enxergar dentro de você. Muito possivelmente, o que está acontecendo na sua vida é que você tem ido de acordo com as direções que o contexto externo apresenta. Você está deixando a vida lhe levar.

Quanto mais apegados estivermos a conceitos que não construímos,  mas que acatamos, mais enganados seremos pela prisão da mente gerando pensamentos desmotivadores, confusos, opressores. Mais longe estaremos de nós mesmos.

 

Muita gente tenta acalmar suas inquietações se dizendo muito autentico e afirmando: “ Eu sou assim mesmo, e não vou mudar, quem gostar tem de aceitar assim, etc.”! O que a pessoa não se permite perceber é que toda essa convicção sobre quem se é, foi, muitas vezes, construída externamente, por condicionamentos, por contextos e situações desfavoráveis.

A autenticidade é um tema que tem chamado cada vez mais minha atenção. Quando se sai do esteriótipo que a própria pessoa constrói para si e se concentra na busca de sua própria essência, as pessoas descobrem que são muito melhores do que a imagem que idealizaram de si ou a imagem que construíram para agradar aos outros. São melhores porque descobre-se a beleza da humanidade à partir da percepção de algo maior nelas próprias, percebem sua ligação com tudo e todos, percebem-se pertencendo. Pertencer é uma das maiores aspirações humanas. O sentimento de rejeição está ligado ao não pertencimento, a não aceitação.

Quem se encontra, se aceita! Quem se encontra se valoriza, quem se encontra quer alimentar pensamentos que gerem emoções positivas e que levem a ações assertivas para obtenção dos resultados que deseja. O principal benefício na ampliação da Consciência que se pode experimentar é o Poder de Discernimento. Ter discernimento confere ao indivíduo a capacidade de olhar os cenários, e mesmo diante de um cenário difícil, e encontrar um meio de lidar com ele sem dor e sofrimento para si mesmo.

 

Quem se encontra adquire a habilidade de tornar-se observador de si, um analista mais sereno dos cenários, alguém que tem mais consciência da própria atuação na vida, alguém que valoriza mais os momentos e que conhece seus motivos. A vida vai se desenvolvendo mais plenamente e com mais qualidade.

É um processo, mas para ser feito, é preciso se autoresponsabilizar pela própria jornada, tomar decisões a respeito dela, ser flexível para mudar, estar consciente de seus valores.

O propósito de vida se desenvolve daí e sempre tem por consequência agregar valor às pessoas a volta e ao mundo, na esfera de atuação onde influenciamos.

Faz sentido para você? O tema não se esgota aqui, nem de longe tenho essa pretensão. Aqui só expresso algumas questões que imagino possam ser úteis à sua reflexão e compartilhamento, se desejar.

Grande e fraterno abraço.

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