Quando você não se dá valor tende a fazer parcerias com quem concorda com você

O Iceberg é uma imagem muito utilizada para ilustrar o aparelho psíquico e as diferenças entre o que é consciente e o que é inconsciente em cada um de nós.

Quando uma pessoa se desqualifica com muita facilidade, é muito exigente consigo mesma, se critica muito, tende a fazer associações com pessoas que vão pensar a seu respeito da mesma forma e por vezes, não vai perceber as escolhas que está fazendo. Por que isso acontece?

O mecanismo é bastante complexo e se forma num lugar muito profundo. Ainda assim, quero exercitar explica-lo de uma forma simples.

O nosso conjunto de crenças pessoais a respeito de nós e do mundo a nossa volta se forma nos primeiros anos de vida à partir do que vimos, ouvimos e sentimos. Se forma num processo de repetições ou por impactos emocionais muito fortes.

O valor que alguém se dá, sua autoestima, vem desses movimentos. Alguém que se sentiu muito exigido na infância, que não teve reforço das suas virtudes ou que aprendeu na dinâmica familiar a se subvalorizar, na vida adulta vai carregar essa crença de não ser merecedor de coisas boas e de amor. Essas coisas por serem dolorosas vão ficando guardadas na parte invisível do iceberg. A mente consciente vai continuar se desenvolvendo, aprendendo, caminhando na sua racionalidade, porém seu desenvolvimento emocional tem seu próprio percurso e as feridas não curadas ficam à mercê de expressarem-se quando aquela região é afetada, provocada, cutucada por acontecimentos que as evocam.

Por isso, muitas das escolhas que as pessoas fazem acreditando que estão conscientes delas, de suas motivações, estão na verdade sendo conduzidas por uma motivação inconsciente.

Lá na frente, depois de experimentar as consequências, é que, às vezes, se percebe o equívoco e nem sempre se entende a origem das escolhas que provocaram as dores.

Quem se dá pouco valor vai encontrar alguém a quem ela vai valorizar muito,  e que entretanto, que pensa exatamente igual a ela. Alguém que a desqualifica e também não lhe dá o devido valor. A desqualifica diretamente e socialmente. E essa pessoa vai fazer isso consciente ou inconscientemente.

Esse mecanismo é muito sútil, porque o inconsciente vai criar situações e justificativas que enganam a mente consciente. O consciente não aprovaria algo que lhe parecesse ofensivo a si. O ego atua com o senso de preservação de sua imagem ideal. Por causa das sutilezas do inconsciente para fazer suas decisões valerem é que ele consegue o que deseja, validar suas crenças, aquilo que acredita sobre si e sobre o mundo, aliado aos mecanismos de defesa que a criança encontrou para lidar com as hostilidades do mundo a sua volta.

Talvez, a pessoa com quem ela se associa em parcerias de todo tipo, nem se dê conta também do que a está atraindo a outra pessoa. Mas tem um mecanismo de percepção num nível sutil, das afinidades. Alguém que não se dá valor, precisa validar sua crença. Alguém que não enxerga valor no outro, tem suas próprias referencias de valor e vai validá-las na relação com o outro.

Isso, de maneira muito básica, explica em parte, sociedades em negócios, parcerias românticas, convivências próximas que são muito díspares.

Tem solução?

Sim!!!

Passa por reconhecer que está se está vivendo um ciclo de repetições, entender o que sente, como sente, e buscar ajuda para quebrar seus paradigmas internos. Fazer a ruptura deles. Ajudar a criança interna a entender que não precisa mais ficar a mercê de seus medos, inseguranças e desamparo. Existem muitos caminhos de desenvolvimento pessoal que ajudam a fazer essa transição emocional da infância para a maturidade. Mas é preciso disposição para confrontar-se com a origem dos problemas vivenciados.

Tudo que ficou no inconsciente, ficou lá por algum motivo. Nossa mente consciente não daria conta de administrar simultaneamente tudo que ficou registrado e nem há essa necessidade. Até porque os registros continuam sendo feitos. O que é muito importante é perceber que aquilo que está prejudicando o presente, aquilo que faz a pessoa sentir-se marcando passo, sem conseguir prosperar, aquele tipo de padrão que se mostra prejudicial em alguma área da vida, muito provavelmente, tem sua origem num passado que precisa ser compreendido e resignificado, com a ajuda da consciência que vai expandir-se no processo compreensão e de aprendizado de novas crenças e experiências, agora, positivas.

Em geral, todos nós em alguma medida temos dificuldades com a autoestima. Se você sente que tem facilidade em criticar-se e considerar-se inferior, incapaz e insuficiente. Se tem dúvidas em relação ao seu merecimento de viver tudo de bom que a vida pode oferecer, se você se sente pouco ou não merecedor de amor em alguma medida, bem lá no fundo. Saiba que isso é uma mentira produzida pela percepção infantil ou que foi gerada numa situação traumática.

Todos somos merecedores de tudo de bom que a vida pode oferecer porque viemos para essa vida manifestar O Divino em nós. Ao longo da vida experimentamos situações diversas e em relação a elas fizemos o que podemos e nem sempre da forma mais positiva, mas isso não é uma sentença e nem precisa nos fazer reféns para sempre de uma existência aquém daquela que todos merecem.

Agora, será uma questão de reaprender, e cada um que decidir buscar esse aprendizado, vai fazer isso no seu ritmo. É importante saber que cada experiência dolorosa estará oportunizando a tomada de consciência dessa necessidade. A necessidade de evoluir na sua jornada.

E vamos em frente! Eu estou por aqui e você vai me encontrar nos diversos canais das redes sociais para contribuir com seu desenvolvimento pessoal e sua saúde emocional.

Nos vemos por aí!

Carinhoso abraço.

 

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